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Ronco pode sinalizar doença

Você é um roncador de carteirinha? Já ouviu essa frase de alguém da sua família ou de um amigo? Pois, bem. O ronco, além de ser um barulho capaz de incomodar quem dorme ao seu lado, também pode ser o sinal de alerta para a Síndrome de Apnéia Obstrutiva do Sono (Saos).

Esta é uma doença que é simples de identificar porque é de fácil percepção. Se o ronco vem acompanhado de paradas respiratórias durante o sono, sonolência diurna excessiva e até problemas como pressão alta e batimento cardíaco irregular, é hora de procurar um médico.

Apnéia significa pausa respiratória. O que caracteriza a apnéia do sono é a ocorrência de, no mínimo, cinco paradas respiratórias por hora de sono. É uma das doenças que mais matam no mundo. Também pode provocar o aumento do risco de Acidente Vascular Cerebral (AVC), infarto e até de acidentes de trânsito em função das noites mal dormidas. Poucas pessoas conhecem a doença e entre a classe médica o tema é pouco difundido.


Por que acontece?

Com a obstrução da faringe, também conhecida como vias aéreas superiores, o esforço respiratório começa, mas o ar não chega a atingir os pulmões. O ronco é a tradução sonora de que há um estreitamento da faringe durante a passagem do ar. Se esse estreitamento torna-se severo, então ocorre o fechamento ou colapso da faringe. Daí, surge a apnéia. Durante o sono, o apnéico pára de respirar, mas ele não percebe. As interrupções na respiração duram pelo menos dez segundos mas acontecem pelo menos durante cinco vezes em cada hora de sono.

Não existem estudos concretos no país que mostram quantos brasileiros têm a patologia. Muitos sofrem de apnéia do sono sem saber que é uma doença. Segundo dados da Sociedade Brasileira do Sono, de 2% a 4% das mulheres adultas e de 4% a 9% dos homens adultos são apnéicos, principalmente em maiores de 35 anos. Mais de 4% da população mundial seria apnéico, aumentando para 25% o índice entre idosos.
Fonte: http://www.unimedjp.com.br/


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